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| Imagem disponível em http://www.ibamendes.com/2011/01/complexidade-em-edgar-morin.html |
“Este texto antecede qualquer guia ou compêndio de ensino. Não é um tratado sobre o conjunto das disciplinas que são ou deveriam ser ensinadas: pretende, única e essencialmente, expor problemas centrais ou fundamentais que permanecem totalmente ignorados ou esquecidos e que são necessários para se ensinar no próximo século”. P. 13
As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão – “... o conhecimento do conhecimento deve aparecer como necessidade primeira, que serviria de preparação para enfrentar os riscos permanentes de erro e de ilusão que não cessam de parasitar a mente humana. Trata-se de armar cada mente no combate vital rumo à lucidez”. P. 14
Os princípios do conhecimento pertinente – “A supremacia do conhecimento fragmentado de acordo com as disciplinas impede frequentemente de operar os vínculos entre as partes e a totalidade, e deve ser substituída por um modo de conhecimento capaz de apreender os objetos em seu contexto, sua complexidade, seu conjunto”. P. 14
Ensinar a condição humana – “O ser humano é a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social, histórico. Esta unidade complexa da natureza humana é totalmente desintegrada na educação por meio das disciplinas, tendo-se tornado impossível aprender o que significa ser humano. É preciso restaurá-la, de modo que cada um, onde quer que se encontre, tome conhecimento e consciência, ao mesmo tempo, de sua identidade complexa e de sua identidade comum a todos os outros humanos”. P. 15
Ensinar a identidade terrena – “Convém ensinar a história da era planetária, que se inicia com o estabelecimento da comunicação entre todos os continentes no século XV, e mostrar como todas as partes do mundo se tornaram solidárias, sem, contudo, ocultar as opressões e dominações que devastaram a humanidade e que ainda não desapareceram”. P. 15
Enfrentar as incertezas – “As ciências permitiram que adquiríssemos muitas certezas, mas igualmente revelaram, ao longo do século XX, inúmeras zonas de incerteza. A educação deveria incluir o ensino das incertezas que surgiram nas ciências físicas (microfísicas, termodinâmica, cosmologia), nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas”. P. 16
Ensinar a compreensão – “A compreensão é a um só tempo meio e fim da comunicação humana. Entretanto, a educação para a compreensão está ausente do ensino. O planeta necessita, em todos os sentidos, de compreensão mútua. Considerando a importância da educação para a compreensão, em todos os níveis educativos e em todas as idades, o desenvolvimento da compreensão pede a reforma das mentalidades. Esta deve ser a obra para a educação do futuro”. P. 16-17
A ética do gênero humano – “A educação deve conduzir a “antropo-ética”, levando em conta o caráter ternário da condição humana, que é ser ao mesmo indivíduo/sociedade/espécie. Nesse sentido, a ética indivíduo/espécie necessita do controle mútuo da sociedade pelo indivíduo e do indivíduo pela sociedade, ou seja, a democracia; a ética individuo/espécie convoca, ao século XXI, a cidadania terrestre”. P. 17
MORIN,
Edgar. Os sete saberes necessários à
educação do futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2000
Obra completa disponível para baixar gratuitamente em http://bioetica.catedraunesco.unb.br/wp-content/uploads/2016/04/Edgar-Morin.-Sete-Saberes.pdf

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